15 de abril de 2011

Por que existe o sofrimento?

Saber o sofrer é saber viver. Jesus Cristo nos faz compreender o significado do sofrimento. Ninguém sofreu como Ele e ninguém como Ele soube enfrentar o sofrimento e dar-lhe um sentido transcendente. Um dia, Karl Wuysman, escritor francês, entre o revólver e o crucifixo, escolheu o crucifixo. O fato de Jesus ter sofrido como ninguém, e ser Deus e Santo, mostra que o sofrimento não é castigo. Uma prova de que Deus não deseja o sofrimento e não o manda como castigo a ninguém.


Um sinal forte de que o Reino de Deus já estava entre nós, eram as curas, os milagres, os exorcismos, etc, que Jesus fazia, isto é, vitórias sobre o mal e sobre o sofrimento.

Alguns perguntam: "Se Deus existe, então, como pode permitir tanta desgraça?" A resposta cristã para o problema do sofrimento foi dada de maneira clara por Santo Agostinho e por São Tomás de Aquino: "A existência do mal não se deve à falta de poder ou de bondade em Deus; ao contrário, Ele só permite o mal porque é suficientemente poderoso e bom para tirar do próprio mal o bem." (Suma Teológica I qu, 22, art. 2, ad 2). "Tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus." (Romanos 8, 28). Deus, sendo perfeitíssimo, não pode ser a causa do mal, logo, é a própria criatura que pode falhar, já que não é perfeita como seu Criador.

Mas o mal pode ser também o uso mau das coisas boas. Uma faca é boa na mão da cozinheira mas não na mão de um assassino... O sofrimento da humanidade, sobretudo, é também fruto do pecado. Paulo disse que "o salário do pecado é a morte" (Romanos 6, 23). Nossos erros geram sofrimentos para nossos descendentes também. Os filhos não herdam os pecados dos pais mas podem sofrer pelas consequências desses pecados.

Para que o homem fosse grande, digno, nobre... Deus o fez livre, inteligente, com sensibilidade, vontade, memória etc. Deus não poderia impedir o homem de Lhe dizer "não", senão, lhe tiraria a liberdade, e ele seria apenas um robô, uma marionete, um teleguiado. E Deus não quis isso. Deus não é paternalista, é Pai: não fica "passando a mão por cima" dos erros dos filhos. Esta é a Lei da justiça: quem erra, deve arcar com as consequências de seus erros.

Prof. Felipe Aquino - escritor e apresentador na TV Canção Nova.

Um comentário:

  1. Pela dor crescemos e amadurecemos, aprendemos a ser homens e mulheres melhores.
    Se não hovesse dor na perda, não dariamos valor ao que temos, pois qdo perdessemos não mudaria em nada a nossa vida.

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